A ESCOLA É NOSSA

A ESCOLA É NOSSA

A ESCOLA É NOSSA
Projeto de apoio material a escolas por igrejas cristãs.
Guilherme Schelb
@guilhermeschelb

O Projeto “A Escola É Nossa” objetiva estimular e orientar as igrejas cristãs a apoiar e auxiliar escolas  de sua cidade, por meio de atividades materiais, apoio familiar e aconselhamento de alunos, professores e servidores da escola.
Propomos que cada igreja cristã dirija sua ação social e de caridade a uma escola ou creche de sua cidade. O objetivo é estabelecer um relacionamento permanente entre a igreja e a escola escolhida.
Com isto, ganha-se maior eficiência e transparência nas ações sociais da igreja, bem como maior influência cidadã junto aos professores, alunos e famílias.


I – Princípios de Atuação
    1. Servir aos necessitados.
    2. Ouvir para servir.
    3. Fazer o bem sem querer benefícios.


II – Objetivos Específicos
O Projeto “A Escola É Nossa” pretende alcançar os seguintes objetivos específicos:
    • Revitalizar o espaço físico da escola/creche, inclusive melhorando sua infra-estrutura.
    • Divulgar, promover discussões e refletir sobre os valores que podem contribuir para a paz, a justiça, o amor, o respeito, a cidadania e a valorização da vida e da família.
    • Oferecer alternativas para a redução da vulnerabilidade social dos estudantes, professores e servidores da escola/creche.
    • Valorizar os professores, os estudantes e servidores da escola/creche.
    • Diminuir os níveis de violência na escola e nas famílias.
    • Reduzir a taxa de evasão escolar.
    • Aumentar o índice de satisfação com o processo educacional.
    • Aumentar a participação da família no processo educacional.


III – Atividades Desenvolvidas
O Projeto pode realizar inúmeras atividades, segundo planejamento prévio, tais como:
    • reformas na infraestrutura das escolas ou creches; arborização e jardinagem; construção de recursos de acessibilidade; construção ou reforma de quadras de esporte, salas ou ambiente escolar;
    • doação de equipamentos para as atividades da escola/creche: televisores, computadores, refrigeradores, mesas, cadeiras, materiais de expediente, etc.;
    • doação de bens de uso pessoal ou pedagógicos para alunos e professores necessitados.
    • ampliação de biblioteca; doação de material pedagógico;
    • apoio pedagógico na escola como: reforço escolar; oficinas de línguas; oficinas de artes; oficinas em geral; criação de hortas;
    • treinamento e prática de esportes;
    • excursões acompanhadas; campanhas educativas;
    • pequenos cursos; apoio ao Clube de Pais;
    • apoio, auxílio e acompanhamento dos casos sociais;
    • aconselhamento de alunos, professores e servidores em questões de conflitos familiares ou situações de violência.

A estratégia é identificar as principais necessidades da escola ou creche, e mobilizar a igreja para atendê-las.
Todas as atividades serão desenvolvidas segundo as prioridades da escola e com prévia anuência  e acompanhamento da direção da instituição de ensino.


IV – Execução do Projeto
O Projeto A Escola é Nossa é desenvolvido em 10 etapas:


1ª etapa:  seleção e treinamento do grupo missionário na escola, formado por membros da igreja. Sugerimos que o grupo seja formado por 3 pessoas.


2ª etapa: escolha da escola a ser atendida.


3ª etapa: visita à Direção da escola para:
1) conhecer as necessidades urgentes da escola;
2) apresentar o programa e saber  do interesse da instituição em implantar o projeto.


4ªetapa: realização de termo de cooperação entre a igreja e a escola , onde deve constar as atividades do projeto e os responsáveis pela sua implementação.


5ª etapa: treinamento dos voluntários do grupo missionário na escola, entre os membros da igreja.


6ª etapa: apresentação de cada ação concreta e específica à Direção e profissionais da escola, para conhecimento, sugestões e anuência.


7a  etapa: desenvolvimento de ações concretas e  específicas na escola, com a descrição das atividades, do orçamento e do cronograma.


8ª etapa: reunião no primeiro mês de desenvolvimento do projeto com a direção da escola e com os professores para uma avaliação inicial da implementação do projeto.


9ª etapa: avaliação de resultados.


10ª etapa: elaboração de Relatório das Atividades do projeto para ser entregue à escola.

ORIENTAÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO INICIAL DO PROJETO A ESCOLA É NOSSA.


1ª Etapa – Seleção e Treinamento do Grupo Missionário de Trabalho da Igreja
a) Seleção
Todas as atividades do projeto serão realizadas por meio de um grupo missionário na escola, formado por membros da igreja. Sugerimos 3 membros. Dois é pouco e quatro é demais.
Estas pessoas devem ser escolhidas especialmente entre professores, assistentes sociais ou pessoas que já conheçam o ambiente escolar. Se não houver profissionais na igreja com esta experiência, não há problema, é apenas uma questão de aproveitar os cristãos que tem afinidade com a área de atuação.
É preciso ter unidade no grupo de trabalho. Os membros precisam ter a mesma visão. A igreja deve apoiar o projeto integralmente. Sugerimos que a liderança, líder da igreja, apresente e apoie publicamente as atividades, estimulando todos na igreja a apoiar o projeto.


É muito importante também especificar que tipo de apoio e auxílio a igreja pode prestar, por exemplo:
1. mobilização de pessoas para apoiar o programa;
2. apoio material ou financeiro;
3. divulgação das ações na igreja; etc.


Depois, uma segunda reunião para elaborar um esboço de cada ação concreta e específica a ser desenvolvida na escola escolhida. É apenas um rascunho, com a descrição das atividades concretas que o grupo missionário de trabalho vai colaborar para realizar. (consultar o Apresentação, item III – Atividades Desenvolvidas)
b) Treinamento
O projeto é uma ação social. É necessário o treinamento dos membros do Grupo Missionário na Escola, para que o contato com a escola atendida seja o melhor possível, respeitando os diferentes valores e visões de mundo. O objetivo não é transformar a escola em uma igreja, mas influenciar alunos, famílias e professores com atividades de apoio e aconselhamento.
Conhecer as leis que regem a Educação, Infância e Família é fundamental.
Aconselhamos o estudo dos livros do  Dr. Guilherme Schelb:
    1. Manual do Professor e
    2. Conflitos e Violência na Escola.


2ª Etapa – Escolha da Escola
A escolha correta da escola a ser atendida é muito importante. É preciso estar atento para a logística das atividades. Uma escola localizada em local distante da residência dos membros do grupo de trabalho vai significar maior gasto (transporte, alimentação, etc.) e menor agilidade para atendimento. Algumas pessoas podem ter dificuldade. É preciso refletir sobre estes aspectos. Aconselha-se escolher uma escola ou creche que esteja próxima da residência dos membros do grupo missionário, ainda que não seja próximo da igreja.
Por outro lado, se já existe um relacionamento da igreja com a direção ou professor de uma escola determinada, este fator pode ser muito importante também para o sucesso do programa.
É preciso analisar os vários aspectos envolvidos.


3ª Etapa – Visita à Direção da Escola
Marcar reunião dos membros do grupo missionário com a Direção da escola, para apresentar o programa.
Não proponha nada de início. Pergunte qual a necessidade mais urgente da escola e ouça os desejos da direção da escola.
É mais importante ouvir as necessidades da escola, do que dizer o que se quer fazer. Faça uma anotação resumida de todas as sugestões ou comentários dos professores, para posterior avaliação.
É preciso ter muito cuidado para não prometer muitas coisas, evitando criar expectativas muito grandes na escola.  Nem sempre se consegue fazer tudo o que se quer.
Sugerimos que as atividades iniciais sejam simples e de baixo custo, para maior chance de êxito. Com o caminhar do projeto descobriremos muitas coisas. (ver item SUGESTÕES DE ATIVIDADES DE SUCESSO)
Pense grande, mas comece pequeno.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES DE SUCESSO
1. Pintura e Reformas na Escola. Uma atividade simples e muito impactante é a pintura ou pequenas reformas na escola. Em reunião com a direção da escola podemos estabelecer as cores, estilo e detalhes da pintura ou reforma. Jardins ou paisagismo são muito bem-vindos, para humanizar os ambientes da escola. Convocamos os profissionais da igreja – pintores, pedreiros, etc. – adquirimos os materiais necessários (mediante oferta ou doação de membros ou lojas de material de construção) e realizamos a atividade em um final de semana. Recomendamos esta atividade como a primeira a ser realizada, em razão de seu baixo custo, grande rapidez de execução e grande impacto na comunidade escolar.


2. Rádio Comunitária na escola. É possível instalar uma rádio local na escola, dentro dos limites legais, para transmissão de informações e música na escola. Instala-se caixas de som em cada sala e um sistema de som interno para áudio. A direção pode utilizar o sistema para comunicações aos alunos e professores, bem como no intervalo das aulas pode-se transmitir música cristã. A igreja pode identificar dentre seus membros, profissionais aptos a realizar o trabalho, e obter os recursos para compra dos equipamentos mediante oferta.
Em Brasília, um sistema de som para uma escola com 20 salas de aula, foi implantado pelo valor total de R$ 700,00, sendo que os serviços foram ofertados por membros da igreja.


3. Plantão de professores. A igreja pode selecionar dentre seus membros professores, educadores e pedagogos, e organizar um sistema de plantão para apoio à escola. Em escolas públicas, o número de professores que faltam às aulas, especialmente por razões de saúde, é muito elevado. Quando isto ocorrer, a escola comunica a necessidade à igreja, e o membro que estiver no plantão atende ao chamado, ministrando aula aos alunos. Podemos elaborar aulas específicas compatíveis com a faixa etária e a série de estudo dos alunos, com temas e valores apropriados.


4. Aconselhamento de alunos, professores e servidores da escola. A igreja pode selecionar dentre seus membros psicólogos, advogados, pedagogos e aconselhadores, e organizar um grupo de aconselhamento para alunos, professores e servidores em situação de conflito ou transtorno emocional. Esta é uma grande oportunidade de influenciar e transformar as novas gerações e aqueles que formam as novas gerações, ministrando valores e princípios cristãos.
Importante: Todas as atividades realizadas devem ser registradas formalmente, por meio de ofício ou carta, fotos ou filmagens. Sugerimos montar um pasta ou arquivo para esta finalidade.

TERMO DE COOPERAÇÃO
A Escola ___________(nome da escola), neste ato representada por seu Diretor, Senhor _____________ (nome) , brasileiro, casado, portador da Cédula de Identidade RG nº____________, CPF  nº___________, doravante denominada COOPERADO, e do outro lado, o __________(NOME DA IGREJA OU INSTITUIÇÃO SOCIAL DA IGREJA), representado pelo Sr. ________ portador da Cédula de Identidade RG Nº_____ CPF Nº._______ denominado simplesmente de COOPERADOR, firmam o presente Termo de Cooperação, mediante as seguintes cláusulas:
Cláusula Primeira – Do Objeto
1.1- O presente Termo de Cooperação tem por objeto estabelecer as regras de apoio e auxílio material e pedagógico, voluntário e gratuito, à escola XXX pelo cooperador, tais como doação de equipamentos, pequenas reformas na escola e revitalização de espaços de lazer e esporte.
As atividades desenvolvidas neste ajuste não terão caráter religioso e atenderão exclusivamente aos interesses da escola.
Cláusula Segunda – Das Obrigações do Cooperador
2.1 O cooperador se propõe a auxiliar e apoiar o cooperado em suas atividades de educação, por meio da busca de auxílio material e apoio de pessoas para as finalidades educacionais da cooperada, conforme projeto específico de cada atividades.
2.2 As atividades objeto deste ajuste não terão conteúdo religioso, são voluntárias e consensuais, e não geram nenhuma obrigação trabalhista, financeira ou cível entre as partes.
Cláusula Terceira – Das Obrigações do Cooperado
3.1 Designar um profissional para acompanhar os trabalhos.
3.2 Permitir o acesso de representantes do cooperador à instituição, conforme a rotina administrativa da escola.
Cláusula Quarta – Da Vigência
O presente Termo de Cooperação terá vigência a partir da data de sua assinatura, com prazo de validade indeterminado.
Cláusula Quinta – Dos Casos Omissos
Os casos omissos e as dúvidas que surgirem em decorrência do presente Termo de Cooperação serão solucionados pelas partes em comum acordo, através de Termo Aditivo, obedecendo à legislação pertinente.
Cláusula Sexta – Da Rescisão
O presente Termo pode ser rescindido livremente, a qualquer tempo pelas partes, unilateralmente ou por acordo entre as partes, através de comunicação escrita, inclusive e-mail.
E para firmar e validar o presente instrumento convencionado, que seja expresso e assinado em 02 (duas) vias, de igual teor, pelos signatários, na presença e com assinatura de 03 (três) testemunhas.
, ___ de _________ de 20__.

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